Sexta-feira, Maio 21, 2004
Tá, eu me rendo.
Alguém aí que eu conheça faz parte desse Orkut?
update
Então, eu conheço a
Kdi.
Ela faz parte do Iogurte.
E agora eu também - só falta eu ter saco pra preencher aquele perfil gigântico.
;)
Quinta-feira, Maio 20, 2004
se um dia eu fui bossa
Rua Nascimento Silva, 107 / Você ensinando para Elizeth /
As canções / De Canção do Amor Demais /
Lembra que tempo feliz / Ah! Que saudade /
Ipanema era só felicidade / Era como se o amor / Doesse em paz /
Nossa famosa garota nem sabia / A que ponto a cidade turvaria /
Esse rio de amor que se perdeu /
Mesmo a tristeza da gente era mais bela / E além disso se via da janela /
Um cantinho do céu e Redentor /
É meu amigo, só resta uma certeza / É preciso acabar com essa tristeza /
É preciso inventar de novo o amor.

ouvindo essa aí, pelo Quarteto em Cy
Terça-feira, Maio 18, 2004
o primeiro bom dia
- Depto. de sistemas, Erick, bom dia.
- Oi amigo, eu sou aqui da D.R. Pará, tou com problema que num sei se vai pra conectar sei que tá dando erro no sistema pra acessar aqui em Belém e eu tenho que ...
- (hã???) Ok, me diz qual o sistema que você está tentando acessar?
- O SCGM.
- Nós estamos com um problema no link da Embratel, de forma que todas as D.R.s ligadas a Brasília estão temporariamente sem acesso ao SCGM. A área de Redes já está verificando o ocorrido e, até o fim da manhã, a situação estará normalizada.
- A-a-ah, quer dizer que é Embratel, né?
- Sim.
- É o link com a Embratel que deu problema aí, né?
- Isso.
- E-e-então, tá, que eu tou aqui fazendo um relatório para o meu superior aqui e eu tenho que explicar que nós estamos aqui com muito trabalho e o sistema tá com se conectar sem e você vi tá me dizendo então que é problema aí em Brasília com o link, num é isso?
- É.
- Link é L-I-N-K-I?
- L-I-N-K.
- é-é-é co-co-com a Embratel, né?
- Com a Embratel.
- E a-a-a D.R. d-a-da-qui de Belém é ligada a Brasília, né, que tu tá me dizendo?
- Isso.
- só só pera dexeu a-anotar aqui: dê-erre Be-léééém li-ga-dá.. a Braaaa-sí-li-a.. Ahn.. e e e e me diga outra coisa...
- pois não.
- É.. Vocês aí.. É do de-de-partamento de sistemas, né?
- Sim.
- E e e sempre que der esses problemas é é é praí que eu.. éé digo, é com vocês então, né isso?
- Se for problema de acesso, como esse de hoje, o responsável é o depto. de redes. Já se for um erro no sistema, é conosco.
- Ahh-aa.. Peraí.. quer dizer que então é com vocês sempre né?
- (pourra, compliquei) não, veja bem, se você tenta acessar o sistema e não consegue, liga pro depto. de redes. Agora se você consegue acessar, digamos que você entrou seu usuário e senha, tudo normal, aí acha um erro no sistema, aí sim é conosco.
- Ahhh... é é é, o telefone, é é 9999 o de vocês, né? É que eu quero saber se é só com a gente, essa Embratel, que o superior e nós tamo com muito serviço e se...
- Olha, dá uma ligada no depto. de redes, por favor. É no 8888, falar com o ONOINO NIONOI lá que ele vai ver melhor essa questão contigo.
- Ah, é é é, como é teu nome mermo, hein?
- Erick.
- Hum. Então tá, Erick, eu vo-vo-vou ligar.
- Ligue.
- é é é.. Então tá, um ab-a-abraço aí e mum-mum-mum-muito obrigado então.
- Obrigado a você.
Eu mereço.

ouvindo Saloon - Happy Robots
Segunda-feira, Maio 17, 2004
1, 2, 3, testando
uia! funciona!
Agora a pessoa pode postar via e-mail! =D muito bom!
Vou até fazer a campanha publicitária desse novo feature:
"você fica desconfiado, olhando pros lados, ao abrir a página chamativa do blogger no trabalho?
você quer postar e chega aquela pessoa pé no saco que vai te encher muito se souber que você tem um blog?
seus problemas acabaram!
com o fabuloso mail-to-blogger você poderá postar como se estivesse enviando um inocente e-mail! ludibrie seu chefe, passe a perna naquele seu amigo péla. com o mail-to-blogger, você terá a privacidade que sempre quis!"
Mas agora bateu uma culpa.
Os coitados liberando esses serviços tão úteis, mesmo para quem não tem o Blogger Pro, e eu aqui que nem deixo exibir o banner... tsc, que feio.

ouvindo great lakes - sister city
às favas
Um das criaturas que dividem o apartamento comigo, ao voltar de férias da paraíba, trouxe na bagagem duas latinhas de Pitú - a cachaça - e mais um volume considerável de favas, coisa de uns 3 pra 4 kg. Ah, sabem o que é fava não, né? Vejam bem:
Fava beans.
Essas daí tão meio secas, mas dá pra ilustrar.Modos que ontem, após muita propaganda, foi realizada a tal "favada". A criatura metida a gourmet preparou tudo lá, com os temperos, a charque, tinha uma tal de costela de cabrito seca - que só servia se fosse seca - e umas folhas de louro, eu sei que ficou bom. Se foi porque a ingestão de cerveja dá fome ou chega a alterar o paladar da pessoa, não sei, mas o fato é que a fava mesmo, não deu pra meia missa. E falando em cerveja... Ah, mardita.
Preciso dormir, preciso.

ouvindo Stereophonics - Last Of The Big Time Drinkers
Sexta-feira, Maio 14, 2004
rock fofo
Segunda-feira, Maio 10, 2004
É porque eu realmente gostei disso
"Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque que você acorda tarde e gosta de brigadeiro: quero dizer o doce feito com leite condensado.
E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque quando você sonha que eu estou passando você p/ trás, transfere a sua ddc para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo p/ cima, como uma santa moderna e anda lento e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pagem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz; e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim pra ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente sozinha e perdida no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seu lhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E pôr que você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que eu estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim pôr ela, a mão no queixo, a perna cruzada triste, e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita p/ você, " Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, se por acaso você não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando aquele pedaço em que digo que você "tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois."
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonhas - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão presciente de Guinard; e o meu coração põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que já tive, e você é filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinalda; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobre tudo porque você é uma menina com uma flor."

ouvindo gram - sonho bom
Quinta-feira, Maio 06, 2004
eu e os livros
Sabe aquelas vontades, essencialmente transitórias, que aparecem entre um piscar e outro? Há que se dar vazão a algumas delas. As inofensivas, um tanto mais. E foi numa dessas, quando eu gastava minha horimeia de almoço na seção de discos da Siciliano, que me veio uma urgência inocente. Eu me dei conta de que nunca havia lido nada não-técnico que não tivesse sido emprestado ou presenteado.
A urgência fez-se necessidade. Eu tinha que sair dali com um livro debaixo do braço, oras, porque sim. Decidido isso, faltava escolher o livro. Eu podia pegar um Nick Hornby qualquer que não me arrependeria, mas pra ser o primeiro, eu queria algo mais intenso.
Pergunte ao Pó estava em falta. Paquerei Kafka, Hemmingway, Gaarder. Só não levei
Através do Espelho porque pensei que era leitura pra criança. Já sei que não é, mas enfim. Eu sou muito indeciso, queria um livro que me visse e, olhinhos brilhando, dissesse: - "Ei, eu aqui, moço! Leva eu! Leva eu!". Só que livro não fala e nem tem olho (orelha até tem), e além disso, meu horário de almoço já era. Voltei de mãos abanando.
Naquela tarde, minha amiga Kare me escreve falando sobre um livro do Roberto Drummond:
O Cheiro de Deus. Respondi falando sobre minha súbita vontade e pedi umas dicas de leitura. Entusiasta que é, ela me mandou um e-mail enorme, sugerindo títulos dos mais variados, desde Rachel de Queiroz até Fernanda Young, passando por Rubem Fonseca, Stephen King e Sidney Sheldon (que até hoje eu jurava ser uma mulher). Ela disse que me achou meio seletivo, e que ela comprava livros por impulso... gostou do título, tá comprando. Seriam os livros, destino? he he he.
Então, ontem à noite, fui na livraria cumprir minha sentença. Ancorei na seção de literatura brasileira e comecei a percorrê-la sequencialmente. Descartei Fernanda Young porque não acho tanta graça assim n'Os Normais. São tantos livros, que a pessoa tem que ter um critério, por mais idiota que seja. Peguei
Budapeste, li a orelha umas duas vezes e soltei. Uma coleção chamada
Cinco dedos de prosa me chamou a atenção, o que falava do dedo mindinho, que é uma incógnita. Mas sei lá, larguei, interessado num livro bem luxuoso, no centro da prateleira. Nem lembro de quem era, só lembro do preço, a saber, 98 contos. Desisti de cara, que dinheiro é fator limitante.
E foi nessa hora, guardando o luxuoso, que notei o meu cachorrinho de olhos pidões. Bem discreto, só um exemplar de sobra, fininho, capa preta com uma foto pequena de mar, pulou na minha mão e disse: - "Me leva, moço, sou eu!".
Para uma menina com uma flor, Vinícius de Moraes.
Uma coleção de crônicas dele, que é aclamado pela poesia, me ganhou pela leveza profunda do título e por essa frase, em vermelho e roxo:
"
Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro".
:} num é?
Fui pra fila, paguei, caminhei até a rodoviária, peguei o 152, soltei o cabelo e fui um homem livre o resto da noite.
Quarta-feira, Maio 05, 2004
(non)sense
(...)
my mind was a mess, being the sir of a war
sent them fight for my pride, saw them die for their love
i felt so apathetic, heads rollin' on the ground
noticed they were all mine, then got stuck with my bounds
made off to live in hiding, spending my moody days
couldn't break it away, now i'm lost in a maze
they'll treat me with scorn, cuz' i don't fit the model
silent kid, why don't you leave me
(...)
Ah, as incompletudes, como são ... bonitas.
Agora dá licença que vou ali na Siciliano comprar o primeiro livro não-técnico da minha vida.
Hasta.

ouvindo Teenage Fanclub - It's So Hard To Fall In Love
Segunda-feira, Maio 03, 2004
Foi feliz, sim :D
Eu cheguei tarde e atrasado em Récifi (maldita vasp), pena que não deu pra ir no mad pub ouvir a musga do Mac Gyver.
Apesar do atraso, as pessoas foram muito receptivas. Entrei pra 3 fotologs hypados com a mesma foto (o de Carol nem é pop, a pessoa aperta F5 e brota um comment).
E o almoço, ei, tava bããão, ô!! A Cozinha Maravilhosa da Cynthia, o mundo precisa saber daquela lazanha. Se bem que o tomate que eu cortei deu um toque especial. Hoho. Ju, deu vontade de pedir pra levar Pavê de Sonho de Valsa na volta, mas eu tava muito doce, com as jujubas :*
Sábado à tarde fomos no famoso "boa bicha", onde eu detonei todos no hockey de mão, mas não tive coragem de me submeter ao pump. Carol tomou uma lapada de café e decidiu ir. E tirou A, num foi? Gone, hã, gone é um mestre, nem conta. Depois fomos ao Récifi antigo, que eu não conhecia. Torre do observatório (that was nerdy), marco zero, pitoca de num-sei-quem (ô troço esdrúxulo) e andamos a pé como turistas.
Aí deu a hora do show. E o show, hein? O da Parafusa eu não vi. O do Profiterólis foi bom, esquisitão, mas interessante. O Pelvs tem um certo h, meio morgado e o guitarrista que se depilou (isso segundo o olho clínico de Ju) destruía, muito bom som. Hell On Wheels foi uma surpresa. Tou dizendo, baixista mulher é 50% de chance da banda ser boa. E como é tranquila, tranquila demais a moça Asa (o A é com aquela bolinha escandinava em cima) dedilhando como se estivesse em casa, ninguém na frente dela, baixistas são mesmo uma raça superior. O vocalista, poser até o caroço da unha, foi quem fez o teatro levantar. Até ele chamar um nome fêi, os motherfuckers estavam sentadinhos, pernacruzadas, esperando sei lá, o João Gilberto. Disseram que o HoW foi quem pagou pra tocar lá... imagino o quão puto ficou o tal Rickard "jeans apertado" ao ver a apatia daquele povo (eu não, viu, que eu tava de pé, bangueando ali no gargarejo). O batera, eu vi a hora destroçar o set. Agora dizer que o cara era irmão do clóvis bornai é maldade...
Os Teenas *explosão*.
Isso é todo um capítulo à parte.
Ca-ra-lho. Desculpem aí. Eu tava lá e vi de perto.
Quando começou "i-i-i-i-iiiiiiiii always knew the way about you", tudo ficou azul. O teatro estava lindo, o mundo era lindo, as endorfinas produzidas em série, uma horda de pessoas dançando como um boneco do pescoço de mola. Don't Look Back quis me passar uma rasteira, mas eu resisti. :~ Carol parecia uma pulga em "What you do to me", e "I Need Direction" levantou quem ainda estava descrente. Vou acabar falando de todas, do assobio de Mellow Doubt, do refrão grudento de Star Sign, do Xilofone de Ain't That Enough, que era pra desarmar qualquer um... "Summers on the city, summers on the city"... (ou sohmas, como preferirem, hehehe), o riff hipnotizante de My Uptight Life, lindo demais, todo mundo recitando que "por toda a vida se sentiram tensos, mas que agora estava tudo bem". Tocaram algumas que eu não conhecia e, claro, fizeram um fake end , mandaram sparky's e everything flows. Não tocaram dumb dumb dumb, mas holy shit, eu quero uma rickenbacker e mais três amigos pra tocar agora ;D
Domingão a gente acordou tarde (menos uma pessoa que não dorme) e fomos almoçar no Parraxaxá. Matei minha saudade de feijão verde. Pra arrematar, um sorvete entupido de jujubas, que ficou nojento, derretido.
No mais, foi muuuuito bom.
Cynthia, Carol e Ju: beijão!!! Gone, procê um aperto de mão e um abraço, hehe...
P.s.: Eu queria que Récifi fosse em Goiás. Vocês iam ter um sotaque estranho e iam gostar de arroz com pequi, mas ia ser bem mais fácil visitá-los... ;)
ouvindo não, vendo o clipe de Your Love Is The Place... que tem na conta ~lopb, no cin.