Domingo, Novembro 28, 2004

no more drunken rockstar

Deixei que ficassem livres na última meia hora, pois tinha firmeza na minha decisão. Nenhum deles poderia saber que eu os conduzia até seu algoz. Sem sinal algum de remorso, fiz os acertos finais e, no papel de mandante, sentei para assistir a barbárie. Apenas quando eu os vi sendo mutilados me dei conta da crueldade com a qual eu compactuava. O ligeiro vai e vem da ceifa fazia seu trabalho sem a menor cerimônia. Quis esboçar uma reação, mas era demasiado tarde. No ponto máximo do meu arrependimento, um golpe voraz e o deslizar prateado da lâmina pôs um fim àquela agonia. Foi um bote certeiro, nada mais que eu fizesse diminuiria a tragédia. Dois anos de perseverança estavam espalhados no chão de um coiffeur, desses caros.

ouvindo Pavement - Cut Your Hair

Terça-feira, Novembro 23, 2004

Hoje é 23

Só mais um mês.
=)

ouvindo Billie Holiday - Summertime

Domingo, Novembro 14, 2004

Da série cartas para ninguém II

Brasília, 14 de novembro de 2004.

Boa tarde, querida. Como está? Saudades.
Não sei se você não recebeu minha última carta ou se está muito ocupada com a floricultura, mas consulto a caixa do correio todos os dias pela manhã e à tarde. Há tempos que não manda notícias, tive que inventar mil estórias para a pequena parar de achar que nos abandonaste. Mas não se preocupe, estamos todos bem. Minha aposentadoria têm sido suficiente para tudo, só nos falta uma visita sua.

O que achou das fotos? Semana passada te enviei as que tiramos no baile da escola, recebeu? Essa menina ainda vai dançar no municipal. Posso mandar ampliar as que você preferir. A Dorinha está planejando fazer uma pequena recepção no aniversário dela. Faço muito gosto. Quero que saiba que tenho sido um ótimo pai, responsável e presente, como você sempre quis que eu fosse. Querida, você precisa me perdoar. A Dorinha tentou me agradar fazendo escalope de peru no domingo, mas igual ao teu não existe e a princesa concordou.

Escrevo estas linhas na sua antiga Olivetti, ainda está aqui e bem conservada. Dorinha diz que é entulho, que ninguém mais usa isso, mas eu não dou ouvidos, pra mim sempre será a sua máquina e ficará aqui no mesmo lugar que a deixaste.

Olha, venha assim que puder. Liga aqui pra casa, o número ainda é o mesmo. Eu não tenho mais saúde, mas o marido da Dorinha pode guiar o automóvel, vamos esperar você no aeroporto, é só marcar a data. Deixa o passado pra trás, quem há de nos censurar a esta altura? A pequena já não quer presente de Natal este ano. Ela segura o teu porta-retratos com muita força e eu já não sei mais o que dizer.

Com muita estima,
Do seu eterno.

ouvindo Altemar Dutra - Brigas

Quinta-feira, Novembro 11, 2004

___________em_itálico____________

There is a place / Where I can go
When I feel low / When I feel blue
And it's my mind / And there's no time
when I'm alone

-- x -- x -- x -- x --

Keeping an eye on the world going by my window
-- Taking my time

Lying there and staring at the ceiling
-- Waiting for a sleepy feeling


(boa noite, amiguinhos)

ouvindo vozes, são tantas vozes

Terça-feira, Novembro 09, 2004

Na terra do chuvisco

Disponível em várias localidades brasileiras, o melhor lugar para se hospedar é a Casa de Cynthia™. Lá você encontra um ambiente familiar, com a companhia da hostess Cynthia Urbano, que te leva para os passeios mais legais da cidade.

"Na primeira oportunidade, na ocasião do show de uma banda querida, tive hospedagem em Recife antes mesmo de ter sido apresentado à anfitriã. Ah, vocês precisam conhecer a lasanha da casa!"
(Erick R.)

"Em São Paulo, não teve jeito. Invadi o ap dela de novo com minha mochila e meus tênis espalhados. Dançamos nas baladas e descansamos no dia seguinte ouvindo o Rei do iê-iê-iê. No domingão, fizemos programas de turista sem ela nem fazer cara feia."
(Erick R.)

pense num flash
Nóis, causando na naite.

sim, eu uso camisa por cima do molleton
Programa de turista.

"Porra, Erick, tira esse tênis do meio da casa."
(Cynthia, depois de tropeçar umas quatro vezes)

Casa da Cynthia™, numa cidade perto de você.

ouvindo Roberto Carlos - O Calhambeque